sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Às vezes eu tenho a impressão de que alguns sorrisos são ondas que começam no coração, brincam de sol nos olhos e, instantaneamente, levam clarão para a boca, para o rosto todo, para a vida inteirinha!
Isso será coragem minha, a de abandonar sentimentos antigos já confortáveis.

[Clarice Lispector]
"Eu queria tanto que as pessoas todas fossem mais contentes, é tão bom ficar contente. A gente vê na rua todo mundo tão triste, por que as pessoas estão tristes? Ahn? Queria tanto sair por aí alegrando as pessoas, olha, não fique triste, segura minha mão e vem comigo que te mostro o jardim da alegria com Deus lá dentro, vem."

[Lygia Fagundes Telles]

"Hoje eu não sei dizer.Só sei sentir. Há dias em que palavras não são capazes de traduzir o sentimento. Bom mesmo é ser compreendido mesmo quando não sabemos dizer... Amar é uma forma de crêr em silêncio!"

[Fábio de Melo]

Não sei se as pessoas choram de forma diferente umas das outras, eu choro contraída, como se alguém estivesse perfurando minha alma com uma lâmina enferrujada, choro como quem implora, pare, não posso mais suportar, mas o insuportável é uma medida que nunca tem limite, eu chorei no domingo, na segunda, na terça, em várias partes do dia e da noite, um choro de quem pede clemência, de quem está sendo confrontado com a morte, eu estava abandonando uma vida que não teria mais, eu sofria minha própria despedida, morte e parto, eu tinha que renascer e não queria, não quero, sinto que caí num vácuo, perdi a parte boa da minha história, e não quero outra, enquanto choro penso que se alguém me visse chorar dessa maneira me salvaria, prestaria socorro, chamaria uma ambulância, eu nunca vi você chorar, você alguma vez chorou por mim, você sofre a minha ausência, sente minha falta?

[Martha Medeiros]
" Nenhuma luta haverá jamais de me embrutecer, nenhum cotidiano será tão pesado a ponto de me esmagar, nenhuma carga me fará baixar a cabeça. Quero ser diferente, eu sou, e se não for, me farei. ''


[Caio Fernando]
Enriqueço na solidão: fico inteligente, graciosa e não esta feia ressentida que me olha do fundo do espelho. Ouço duzentas e noventa e nove vezes o mesmo disco, lembro poesias, dou piruetas, sonho, invento, abro todos os portões e quando vejo a alegria está instalada em mim.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

One more kiss could be the best thing
Or one more lie could be the worst
And all these thoughts are never resting
And you're not something I deserve

In my head there's only you now
This world falls on me
In this world there's real and make believe
This seems real to me

And you love me but you don't know who I am
I'm torn between this life I lead and where I stand
you love me but you don't know who I am
So let me go,
(just) let me go

I dream we head to what I hope for
And I turn my back on loving you
How can this love be a good thing
And I know what I'm going through

In my head there's only you now
This world falls on me
In this world there's real and make believe
And this seems real to me

And you love me but you don't know who I am
I'm torn between this life I lead and where I stand
And you love me but you don't know who I am
So let me go, just let me go, let me go

And no matter how hard I try
I can't escape these things inside
I know, I know
But all the pieces fall apart
You will be the only one who knows, who knows

sábado, 9 de julho de 2011

Quanto se pode amar?

Se for amor mesmo,
não cabe numa vida...
e nem na gente...!

Lutar é lindo, mas as vezes dizer adeus é mais.



Chega um momento em que já não se sabe a onde ir, por ter ficado muito tempo em um mesmo caminho. Em um mesmo rumo. E demora muito para perceber que essa direcção talvez não leve a lugar algum, talvez nem mesma exista, não realmente. Dentro de mim existiram muitas coisas sobre você, a maioria delas eu que as inventei. Sempre te idealizei. Exclui todos seus defeitos e paranoias, suas mania infantis e seus gestos que mostravam enormes falhas em seus carácter. Mais tarde descobri o que era carácter. Descobri também que o qual eu via em você, era apenas isso. Apenas eu vendo em você. De novo, apenas eu. Por muito tempo foi isso, e ainda é. A diferença são as escolhas, isso sempre soube. E agora escolho não escolher você. Escolho ver sua imagem como de fato ela é, e não a da minha mente fértil. Escolho sentir suas palavras com o tom que você as diz, e não como meus ouvidos apaixonados a transformam em melodia. Até mesmo quando grita. Escolho mudar de rumo pela primeira vez na vida desde que te conheci. Não substituir mais pessoas, para que você se sentisse seguro. Você nunca precisou de segurança. Eu precisei. Precisei de segurança e por muito tempo a tive. Mas isso eu também inventei. Via o que queria, mesmo a vida e a maior porcentagen de conhecidos me mostrando o que era real. Nunca gostei de realidades, eu gostava era de você. E você nunca fora real. Seu cabelo Tao macio só era assim porque minhas mãos os desejava mais do que a qualquer outra coisa, seu cheiro tão bom era um perfume, que alias, outro dia senti em um garoto que passava na rua. Um perfume comum, não o melhor cheiro do mundo. Mas recuso-me a simplificar seus olhos, eles sim são reais da forma como os vejo.Mistérios, perdição, caminho sem volta. Sempre vi tudo isso neles, e agora entendo o porque. Talvez hoje, isso tudo faça algum sentido, um sentido real. O idealizado eu deixei para você. O você que eu sempre terei aqui dentro de mim.Mas por enquanto, irei trilhar outros caminhos, só para descobrir se você tem algum tipo de salvação. Se tiver, eu volto.Se não... Bem, idealizações nunca foram meu forte.

Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira.



“Descobri que na frente dele não consigo dizer muita coisa.
Mas sorrio o tempo todo, e só faço isso porque tenho vontade,
porque ele me instiga a sorrir, porque ele me olha…
e me olha parecendo querer me descobrir…
E eu o olho com um monte de interrogações na mente.”

“O amor de Deus por nós é aquele amor que olha
para o fundo de nossa alma e é capaz de enxergar
que ainda valemos a pena, apesar de nós mesmos
já estarmos convencidos do contrário.”

Pe. Fábio de Melo